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Alunos da EMEB Mauricio realizam entrevista cultural com advogado Milton Campos - Festival do Folclore - Olímpia-SP
Alunos da EMEB Mauricio realizam entrevista cultural com advogado Milton Campos
14/05/2014

O advogado Milton Roberto Campos visitou a EMEB Mauricio atendendo ao convite da direção para conceder aos alunos dos 5º anos uma entrevista cultural, fazendo perguntas relacionadas ao surgimento dos festivais de folclore em nosso município.


Ele contou e relembrou histórias sobre quando o Festival do Folclore acontecia na Praça da Matriz São João Batista, onde os grupos que vinham de alguns estados brasileiros, apresentavam suas músicas e tradições, confeccionavam, na própria Praça da Matriz, peças artesanais de argila, madeira, palha, etc.


“Fiz parte da comissão organizadora do folclore entre os anos de 1975 a 1979, influenciado pelo professor José Sant´Anna que na época era meu vizinho. Cheguei até hospedar  integrantes de grupos na varanda e quintal de casa, porque eles chegavam de madrugada e não tinham lugar definido para se hospedar, então ajudava o professor José a alimentar e recepcionar essas pessoas até que o dia amanhecesse para conduzi-los aos lugares de hospedagem”, disse.

O advogado finalizou a visita questionando e explicando o que é o folclore e ficou emocionado ao relatar os fatos. Mostrou algumas peças de argila que ganhou de presente, fotos da época, o jornal onde saiu elaborada e postada pelo próprio Milton uma reportagem sobre o 13º folclore. “Era correspondente da Folha de São Paulo, a reportagem do dia 12 de agosto de 1977 foi publicada no caderno de turismo”.

Ao término da entrevista, finalizou dizendo: “Não deixem morrer o Folclore, que é um orgulho e uma alegria para nós”.

Veja trechos da entrevista:

ALUNOS: Como o Sr. começou a se interessar pelo folclore?

O professor José Sant´Anna era meu vizinho e desde 1956 se interessava pelo folclore, em 1958 expunha em vitrines das casas comerciais, objetos antigos que iam desaparecendo com o progresso, e isso me chamava à atenção e como ele era um estudioso dessa ciência influenciava as pessoas e eu fui uma dessas.

ALUNOS: Quando foi criado o Departamento de Folclore de Olímpia?

Foi criado em 1966, e no mesmo ano todo material folclórico que o professor conseguiu reunir ficou exposto no Museu de Folclore de Ibirapuera, foi um sucesso e os frutos do idealizador Sant´Anna começaram a aparecer.

ALUNOS: O Sr. gostava de receber os grupos em sua casa?

Sim gostava muito, como eu era vizinho do professor os grupos chegavam e iam procurá-lo para saber da hospedagem e como era de madrugada e muito frio, eu ajudava na acolhida, oferecendo alimentos e pouso. 

ALUNOS: Que experiências o Sr. tirou de tudo isso?

Muitas experiências,  era muito satisfatório você ajudar aquelas pessoas e a sua cidade a divulgar um trabalho tão importante, e ver o desprendimento dos grupos para se apresentar e mostrar a sua cultura.

ALUNOS: Como você se sente por ter feito parte do Festival do Folclore desde o início?

É um orgulho muito grande, tenho saudades daquela época, era um luta envolvente.

ALUNOS: Qual grupo mais te impactou naquela época?

É difícil dizer por que cada um tinha a sua característica e maneira de se expressar, e eu gostava de todos eles, mas a Cavalhada de Pirinópolis, que era uma forma de torneio equestre, onde mostrava a luta entre os cristãos e os mouros e com roupas típicas eles mostravam suas habilidades de cavaleiros exímios, me impressionava bastante, bem como os grupos de Catira.

ALUNOS: Onde os grupos se apresentavam?

Durante o dia, nas casas comerciais e colégios e a noite em praça pública, no encerramento havia desfile pelas principais ruas, com danças, carros alegóricos e queima de fogos no Estádio Teresa Breda.

ALUNOS: O que tinha de especial para o público nessa época além da apresentação dos grupos?

Tinha concursos literários sobre o folclore, olimpíadas de brinquedos infantis, exposição de artesanato, muitas barracas enfeitadas com papéis multicoloridos, oferecendo comidas típicas da cozinha regional.

ALUNOS: Que mensagem o Senhor tem para nós hoje com relação ao Festival nos seus 50 anos?

Espero que a geração jovem preserve o Folclore para que todos possam conhecer as diversas culturas do nosso país e de outros países.


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