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Pesquisadores visitam o 48º Festival do Folclore - Festival do Folclore - Olímpia-SP
Pesquisadores visitam o 48º Festival do Folclore
06/08/2012

O 48º Festival do Folclore, realizado entre os dias 21 e 29 de julho, não é composto apenas de apresentações no palco principal. Durante toda a semana seminários de estudos e ainda visita de pesquisadores fizeram parte da programação do Festival.

Um dos exemplos de pesquisador é Jorge Damasceno Guimarães, diretor administrativo financeiro da Fundação Cultural Charles Bricio e acadêmico da Faculdade José Augusto Vieira, de Lagarto, Sergipe. “O nosso trabalho dentro da nossa comunidade é tentar resgatar todos os meios folclóricos que estavam meio esquecidos e nós estamos ativos na cidade. A nossa fundação vai completar quatro anos, procurando de alguma forma ajudar a fazer com que as raízes não sejam esquecidas procurando provocar um anseio na comunidade fazendo com que desperte nela a vontade tanto de resgatar quanto de participar ativamente ligado a todos os grupos da cidade. Esse trabalho, com o apoio de algumas instituições parceiras, nós estamos levando para as crianças das escolas, principalmente, porque como cai um pouco no esquecimento a gente está junto ao município, tentando levar para dentro das escolas a cultura. De lá em diante a gente vai provocar nesses adolescentes um entusiasmo para que eles possam dar uma continuidade, criar um pequeno grupo, mostrar porque existe aquele grupo dentro do município e fazer com que eles possam desenvolver e dar continuidade para uma coisa que estava um pouco parada. Ficaram poucos grupos ativos e aqueles que não estavam nós estamos procurando resgatar”, contou Jorge, que há 20 anos não vinha para Olímpia. “Quando eu vim para cá era componente de uma quadrilha junina. Me despertou a vinda para cá neste ano no sentido tanto de  conhecer o que hoje Olímpia vem praticando, vem trazendo com a tradição que ela tem, a tamanha plenitude do evento que é hoje e também automaticamente buscar novos parceiros, conhecer cada entidade, de onde surgiu, e tentar fazer com que isso a gente possa levar um pouco para a nossa cidade, até para o nosso estado”, afirmou Jorge.

Outro pesquisador é o olimpiense Estevão Amaro dos Reis, que desenvolveu seu mestrado e agora trabalha no doutorado. Ele contou que em 1997 entrou no Godap e em 1998 foi para Belo Horizonte estudar música e ainda participou do grupo Sarandeiros e já veio para o Festival com o grupo. “Quando fui para BH começaram as reflexões sobre o festival. Existem alguns grupos que por alguma razão no decorrer dos anos o espaço do festival passou a ser o principal das atividades deles. Eles se enfraqueceram nos locais de origem e mesmo assim se organizam todos os anos para vir para cá, sem ter cachê, quando tem cachê não justifica a viagem distante, de pessoas às vezes com idades mais avançadas, as acomodações eles ficam nas escolas e mesmo assim é inadmissível que eles não venham. Então começou surgir essa questão do por que. Montei o projeto de mestrado, foi aprovado e aceito pela Unicamp, tentando investigar essa questão. A ideia é o que motiva esse deslocamento, o que os grupos se transformam nesse deslocamento para outro espaço e o que o festival influenciou nessa transformação. O festival é o centro da pesquisa e a relação com os grupos. Agora no doutorado estou propondo a participação no festival, que a gente chama de performance musical enquanto eles estão se apresentando que isso é o que regula todo trânsito de informações, tudo isso de fortalecer, contato com outros grupos enquanto eles se apresentam em Olímpia, o que isso se dá. Então estou investigando isso”, finalizou o pesquisador Estevão.

Seminários de Estudos
Entre os dias 23 e 26 de julho, foram realizadas várias palestras com os mais variados temas. Os seminários de estudos sobre o folclore foi coordenado pela Secretaria Municipal da Educação. Segundo a secretária Eliana Bertoncello Monteiro, durante esses anos a secretaria tem tido o cuidado de pesquisar a respeito do folclore que é apresentado nos festivais, para que os professores se capacitem e possam levar aos alunos conhecimento do que será tratado no festival para que se não conceba o festival só como dança ou entre as crianças associá-lo a parque.

“No início do ano a Cláudia Sanna, coordenadora dos grupos no Rio Grande do Sul, esteve em Olímpia e trouxe vários materiais e isso foi disponibilizado para os professores, eles fizeram um estudo e a partir desse estudo eles trabalharam com os alunos. E depois na semana do festival, embora os professores estivessem de recesso, eles foram espontaneamente participar do curso. Nós tivemos cerca de 300 inscrições, os professores compareceram das 7h30 às 12h30, e pela conversa informal que nós tivemos eles consideraram muito bom o que foi apresentado, porque veio coroar aquilo que eles já haviam estudado”, disse a secretária Eliana.

Durante os quatro dias do seminário, pessoas muito experientes e conhecedoras do assunto falaram sobre a História do Rio Grande do Sul, os símbolos, folclore, as danças folclóricas, músicas e ritmos, chimarrão, indumentária e sobre o artesanato. “Foi bastante significativo essa vivência, porque nós aliamos teoria e prática vendo os artesanatos e danças e isso encantou os professores e alegrou as manhãs. Após as palestras os professores puderam apresentar o seu trabalho para os gaúchos. Eles levaram alunos da educação infantil para se apresentarem e esses alunos emocionaram muito aos olimpienses e aos grupos visitantes, porque são crianças na faixa de 4 e 5 anos que foram apresentar danças gaúchas. E o ensino fundamental já tem essa prática é apresentado no período da tarde. E agora essa prática se fortaleceu também na educação infantil”, finalizou a secretária.

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