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Contador de ‘causos’ do RN constrói a casa de taipa no Recinto - Festival do Folclore - Olímpia-SP
Contador de ‘causos’ do RN constrói a casa de taipa no Recinto
18/07/2011
Já está em Olímpia desde meados da semana passada o poeta popular, e contador de causos, de Assú (RN), Paulo Varela. Está está construindo uma casa de taipa, ao lado da Casa do Caipira, no Recinto do Folclore, onde, durante o 47º Festival de Folclore de Olímpia, que começa no sábado (23), e vai até o dia 31, apesar de gago, declamará com facilidade os “causos de primeira linha”.


A casa sendo construída...

A construção da casa conta com o apoio de quatro mulheres do projeto “Mãos à Obra”, da primeira dama Fernanda Zuliani. Varela vai estar nas duas emissoras AM nesta terça-feira (19): às 10h na Menina (720 kHz) e ao meio-dia na Difusora (1490 kHz). Ele já esteve no Jô Soares e o sucesso foi tão grande que o programa foi reapresentado.

O poeta popular Paulo Varela é natural do Assú (RN), considerado um dos melhores poetas matutos desse Nordeste. Ele, Paulo, é gago e declama sem dificuldade. Já se apresentou no Programa do Jô, na TV Globo, bem como é convidado para palestras e conferências sobre a sua poesia genuinamente matuta. Poucos dias depois, a Globo reapresentou a sua entrevista em razão de já ter sido um sucesso total em todo o Brasil.


Paulo Varela construindo a casa onde declamará os seus casos...

Ele participa de feiras de artesanatos e da Festa do Boi, em Parnamirim (RN), onde arma uma casa de taipa, típica do sertão do Nordeste, que ele mesmo constrói, como vem fazendo no Recinto do Folclore, onde vende seus discos (cd), folhetos de cordel e apresenta a sua arte de versejar nas casas de shows de Natal.

Um dos seus discos intitula-se "Remédio Pra Subir Pau", 2004. Segundo o poeta que começou a escrever poesias a trinta anos atrás, já tem quase duas mil composições. Ele também artista plástico e "se diz um cabôco escrevedô e contadô de causos matutos".

O professor e historiador Edson Aquino Cavalcante escreveu sobre Paulo dizendo que ele "tinha jeito para o desenho artístico, mais tardes resulta neste mestre que deixa todos boquiabertos com a sua capacidade de criação. Sendo hoje um contador de causo de primeira linha".

A propósito da sua entrevista no Programa do Jô apresentado, no dia 02 de fevereiro e reapresentado no dia 21 de março de 2005, o jornal "O Mossoroense", publicou a seguinte nota: "A madrugada do último sábado foi marcada pela presença do poeta popular assuense Paulo Varela no Programa do Jô. O homem deu um verdadeiro show mostrando que a cultura popular é rica (...).

Afinal de contas Paulo Varela é de onde? Não é do Assú, terra de tantos poetas e trovadores consagrados nacionalmente! Vamos conferir a sua verve, a sua criatividade poética que agrada a leigos e letrados:

Pro mode dessas doidice
Que temo que escutar
Tanta coisa ripitida
Desses tanto bla-blá-blá
Por isso qui tenho dito
Os versos são mais bunito
Do que esses pocotó
Gente sen arte tá rico
E ouvido não é pinico
E nem também urinó
Faço coisa diferente
Dessas raízes da gente
Pois eu acho mais mió

Falo de nossas sabenças
Das nossas maledecências
Das coisas do mei rurá
Eu falo do sofrimento
Do chicotar do jumento
Do vôo do carcará
Falo do gado magrenho
Da cachaça, do engenho
Do nordestino sofrido
Desse mato ressequido
Do espinho unha-de-gato
Tocaia no mei do mato
Das poça, do lamaçá
Da mãe que dá de mamar
Do aboiar do vaqueiro
Do repicar do ferreiro
Das prece, dos retirante
Dos bando de avuante
Do sol amarelo e quente
Da fome de nossa gente
Cangaia, borná, chucaio
Tropeiro no seu trabaio
Bisaca, xote, capim
Das negas, dos cabra ruim
Viola, moitão, furquia
Do calor do meio-dia
Casa de taipa, forró
Cachorro, gato, socó
Dos cabôco bom de briga
Das gostosas rapariga
Trinchete, alguidá, panela
Do pilão, cabaço e vela
Do luar, da lamparina
Dos perfume das menina
Quengo, feira e caçote
Biqueira, coice, magote
Farinha, feijão, arroz
Do nosso baião-de-dois
Cangapé, foice, matuto
Nossa fé, do nosso luto
Dos andar das romaria
Do repente, cantoria
Das beatas rezadeira
Dos tiros de baladeira
Dos bolão de vaquejada
Dos coriscos, trovoada
Enxada, perneira e pá
Brida, roçado, vasante
Mas vamos mais adiante
Que não parei de falá.

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