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RN quer trazer 15 grupos, comida, poesia e cordel no 47º Fefol - Festival do Folclore - Olímpia-SP
RN quer trazer 15 grupos, comida, poesia e cordel no 47º Fefol
30/05/2011

Se depender do Estado homenageado, Rio Grande do Norte (RN), o 47º Festival do Folclore de Olímpia (Fefol) terá muitas atrações, além de mais grupos autênticos potiguares, e outras que ainda estão guardadas a sete chaves, mas uma delas será a construção de uma casa de taipa, ou seja, totalmente de barro e de forma mais rústica, ao lado da Casa do Caipira.

“Somos apaixonados pelo Festival e por Olímpia. Essa homenagem será agradecida com todo o nosso esforço em mostrar aos olimpienses e visitantes a verdadeira cultura potiguar”, disse nesta sexta (6) a coordenadora Séphora Bezerra do grupo Pastoril Dona Joaquina, destacado pelo cartaz oficial, e da Comissão de Folclore do RN, acompanhada da artesã Kedi Mendes. Elas passaram a semana em Olímpia articulando estratégias da participação do RN no Fefol que será realizado de 23 a 31 de julho.

“Queremos trazer o que há de melhor no RN. Pelo menos sete grupos autênticos, tão importantes quanto o Pastoril Dona Joaquina, que está em destaque na divulgação, estão confirmados para virem à Olímpia; e há uma lista enorme, mas estamos negociando”, revelou Séphora ao Blog, antes de partir para o seu Estado. Segundo ele, pelo menos 15 grupos verdadeiramente folclóricos poderiam participar do evento.

O PASTORIL DONA JOAQUINA
Ao comentar a escolha de seu Estado para ser o centro das atrações no 47º Fefol, Séphora ressaltou que “a importância é tamanha, nós ficamos emocionados no ano passado com a escolha e muito mais com a oportunidade de trazer a riqueza do nosso Estado, porque não é somente um grupo que vai ser homenageado, a porta esta aberta para o Rio Grande do Norte é sempre bom que se diga. O grupo vem muito emocionado, muito feliz, mas nosso Estado estará aqui em peso com sua riqueza”.

Na capa, assim como na Revista e demais publicações relacionados ao 47º Fefol, as atenções estarão voltadas para o Pastoril Dona Joaquina. Essa manifestação cultural existe há mais de 100 anos em São Gonçalo do Amarante (RN). “É um grupo é de netos das primeiros brincantes, netos e bisnetos. São dezessete pastoris e dez músicos”, explica Séphora.

O pastoril faz as duas vertentes: o religioso e o profano. “O religioso é desenvolvido durante o Natal. Em Olímpia, fazemos espetáculo com o palhaço. É o mesmo pastoril, depende da época, mas a manifestação folclórica é autêntica”.

OS PREPARATIVOS
Séphora, além de coordenar o pastoril Dona Joaquina, faz parte da Comissão de Folclore do Estado do Rio Grande do Norte, assim como a sua companheira Kedi Mendes, artesã, representante do setor de artesanato potiguar para o Ministério da Cultura e, também, membro dessa comissão estadual de folclore. Por isso, ela revela a missão de estar em Olímpia dois meses antes da realização do Fefol: “Viemos para detalhar todas as coisas, porque o Estado em peso comprou e abraçou a ideia da homenagem, que não é somente ao Pastoril”.

Ela adianta algumas dessas estratégias para o evento: “Viemos com uma proposta de 11 exposições fotográficas, de todos os segmentos da cultura do nosso Estado, 21 vídeos documentários que serão exibidos durante o Festival. Fora isso, vamos trazer uma grande Feira de Artesanato, além de toda a parte de comida típica, estamos pensando em um caminhão frigorífico, muitas palestras e surpresas que estão sendo idealizadas em conjunto com o prefeito Geninho Zuliani (DEM)”.

A coordenadora revela, também, que o RN fará visitas em todas as escolas, já que ainda estarão em aulas, “e esta será uma grande vantagem a mudança da data, porque, para quem é apaixonado, como nós, por folclore, todos os dias do ano deveriam ser dedicados para ele, não apenas em um dia ou em um mês”. E, brinca: “Uma semana antes poderá trazer um pouco mais de frio, mas com certeza as nossas atrações esquentarão o Fefol”.

Séphora participa há cinco anos dos Festivais de Folclore de Olímpia, mas conhece a sua tradição “porque Olímpia é conhecida no País todo como a cidade que faz o verdadeiro encontro da cultura brasileira”. Ela acrescenta que, “como dissemos lá, vamos vir com gosto de gás, pisar forte em Olímpia mesmo, o prefeito está entusiasmadíssimo, corremos Olímpia a pé para envolver todo mundo e tudo dará certo, se Deus quiser”.

ARTESANATO, COMIDA, CORDEL
Kedi Mendes de Melo disse que a missão dela, com Séphora, é a de “conquistar Olímpia e trazer um pouco de cada segmento da cultura popular do RN”. Ela é a representante do Artesanato Potiguar de seu governo e também perante o Ministério da Cultura, e revela para o Blog o que está preparando para o 47º Fefol.

“Vamos trazer o trançado de palha, rendas, bordados, cerâmica, toda a parte de tecelagem, tecidos, sisal, vamos trazer muita alimentação, afinal serão dez dias em Olímpia, estamos vendo se será por um caminhão frigorífico, além de filmes, documentários, fotografias, exposição de brinquedos lúdicos tradicionais, cordelistas e vamos montar uma casa de taipa e ficará fixa dentro do Recinto dos Festivais”, disse Kedi.

A CASA DE TAIPA
Nessa casa de taipa, o RN trará o poeta Paulo Varela “e muitas outras surpresas que não podemos revelar”, garante a artesã, e explica que “a casa de taipa é do interior nosso, ela é feita de barro que vocês conhecem como argila, que nós já estamos procurando, para não precisar trazer de lá porque é complicado, o chão é batido, e o resto de madeira, de cipó, e ela é toda feita na mão, a gente tem fotografia da casa, e dentro dessa casa vai ser montado exatamente como é a casa, trazer rede, trazer uma parte da cozinha da casa, que essa casa não tem divisória é um vão só, ela não é mais uma casa que pode ser usada, mas que ainda existe em todo nosso interior, no sertão sempre tem essas casas”.

Kedi revela que “essa nossa casa de taipa ficará próxima à Casa do Caipira já existente, vindo a calhar com a ideia que o pessoal de Olímpia já tem a respeito daquela área”, dando a entender que se trata da Vila do Caipira, sempre anunciada pela Coordenadoria dos Festivais.

Sobre a exposição de “Dona Militana”, na sede da Secretaria de Educação de Olímpia, Kedi explica que se trata de “uma romanceira que faleceu no ano passado, com mais de 80 anos de idade, ganhou medalha de honra ao mérito do MEC, uma das poucas da Cultura popular que receberam essa honraria, e no Brasil era a única mulher do cancioneiro ibérico”.

Ela nunca escreveu um livro, apenas declamava histórias, “de dentro da cabeça dela, tem CDs com todas as suas histórias que contava, medievais, de romances cantados e falados”.

“O povo de Olímpia terá a oportunidade de conhecer toda a nossa Cultura. Só conhece mais as meninas do Pastoril que estão sendo homenageadas, por isso o RN está preocupado em mostrar um pouco de tudo, muita gente quer participar, mas, infelizmente, talvez nem todos irão estar aqui, mas todos serão bem representados por outros grupos, como de bois, caboclinhos, que estarão presentes”, revela Kedi.

Além disso, o RN homenageado trará “artistas de chão, repentistas, contadores de contos, fora o poeta Paulo Varela que estará dentro da Casa de Taipa, e uma cordelista, que é professora”.

O poeta popular Paulo Varela é natural do Assú (RN), considerado um dos melhores poetas matutos desse Nordeste. Ele, Paulo, é gago e declama sem dificuldade. Já se apresentou no Programa do Jô, na TV Globo, bem como é convidado para palestras e conferências sobre a sua poesia genuinamente matuta. Poucos dias depois, a Globo reapresentou a sua entrevista em razão de já ter sido um sucesso total em todo o Brasil.

Fonte: "Blog do Concon - www.leonardoconcon.com.br"

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